Lições de Arquitetura: Fabulações Brasileiras

O trabalho em grupo foi desenvolvido com o propósito de criar 3 imagens/colagens de espaços urbanos/arquitetônicos que reimaginam os conceitos apresentados por Hertzberger no contexto cultural brasileiro. A proposta consistiu em representar diferentes formas de organização e apropriação do espaço, explorando as relações entre o público e o privado.

Na primeira imagem, trabalhamos o conceito de semi-privado e semi-público. Nela, a ideia principal foi mostrar espaços intermediários, que não são totalmente abertos nem completamente fechados, funcionando como zonas de transição. Esses espaços permitem diferentes níveis de interação, onde as pessoas podem tanto se recolher quanto se conectar com o coletivo. Isso dialoga diretamente com Hertzberger, que valoriza esses “entre-lugares” como fundamentais para a vivência social na arquitetura.

Na segunda imagem, o foco foi o domínio público. Aqui, representamos espaços amplamente acessíveis, pensados para o uso coletivo, como ruas, praças ou áreas de convivência abertas. A composição busca evidenciar a circulação, o encontro e a diversidade de usos, reforçando a ideia de que o espaço público deve ser democrático e permitir múltiplas apropriações pelos usuários. Esse conceito é central no livro, que destaca a importância do espaço público como elemento estruturador da vida urbana.

Já na terceira imagem, abordamos o domínio privado, evidenciando espaços mais reservados e controlados, com acesso restrito. A composição transmite uma sensação de separação em relação ao exterior, mostrando como esses ambientes são voltados para o uso mais específico. Nessa parte, buscamos destacar os limites físicos e simbólicos que definem o que é interno e externo.

No início do processo de criação, a gente discutiu bastante os conceitos pra garantir que todo mundo estava entendendo da mesma forma. Depois, começamos a selecionar imagens que pudessem representar cada ideia dentro da realidade brasileira, o que foi uma parte importante, porque não era só ilustrar, mas adaptar os conceitos para o nosso contexto.

Durante a montagem das colagens, fomos testando várias combinações, recortes e sobreposições até chegar em composições que realmente comunicassem os conceitos. Nem sempre foi fácil, porque às vezes a imagem ficava visualmente boa, mas não representava tão bem a ideia, então tivemos que ajustar bastante. Esse processo de tentativa e erro ajudou muito a desenvolver o trabalho.

Os participantes do grupo foram:

  • Ana Luiza Freitas

  • Sofia Rosa Ferreira 

  • Afonso Villani

  • Mariana Manoel

  • Kathelyn Ramazotto

  • Josias Andrade

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apresentação pessoal

Zine