Exposições do CCBB
Na visita ao CCBB, eu vi as exposições da Marlene Barros e a Meme, e foi uma experiência bem marcante, principalmente pela diferença entre elas.
A da Marlene Barros foi a que mais me impactou. As obras dela têm uma força muito grande, tanto pelos materiais quanto pelos significados. Não é uma exposição que você passa rápido, porque ela faz a gente parar e refletir. Eu senti muito uma questão ligada à percepção da mulher, ao corpo, à pressão e às violências que muitas vezes não são ditas diretamente, mas estão ali representadas.
A obra “Saco de pancadas” foi a que mais me marcou. Ela é muito forte visualmente e simbolicamente. Pra mim, ela representa essa ideia da mulher como alguém que recebe pressão o tempo todo, seja social, emocional ou até física. O próprio objeto já carrega esse sentido de impacto, de agressão, e quando colocado nesse contexto, faz a gente pensar muito sobre como isso acontece na vida real. Foi uma obra que me deixou meio desconfortável, mas de um jeito necessário, porque faz refletir de verdade.
Além disso, os materiais e a forma como ela constrói as obras também reforçam essa sensação. Tem uma certa dureza, mas ao mesmo tempo uma fragilidade, o que cria um contraste interessante e deixa tudo mais intenso.
Já a exposição Meme é bem diferente, mais leve e direta. Ela trabalha com coisas do nosso cotidiano, principalmente da internet, então é mais fácil de entender de primeira. Eu achei interessante como eles trouxeram os memes pra dentro de um espaço de arte, porque isso muda completamente o jeito que a gente olha pra eles. Aquilo que normalmente a gente vê rápido no celular passa a ter outro significado.
No geral, eu gostei das duas, mas a da Marlene Barros me marcou muito mais, principalmente por essa carga emocional e pela forma como ela faz a gente refletir sobre questões importantes, principalmente relacionadas à mulher. Foi uma experiência bem forte e diferente do que eu esperava.



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